rafael navarro

Rio de Janeiro, 2002. Artista visual, bacharel em História da Arte,
UERJ. / Visual artist, Art History bachelor at UERJ
(State University of Rio de Janeiro), Brasil.
Bacharel em História da Arte e possui pesquisa prática em gravura, vídeo, costura e crochê. Explora a relação da imagem com sua apropriação, montagem e sobreposição. Em trabalhos escultóricos, investiga a criação de corpos e objetos orgânicos e viscerais a partir do gesto.

esculturas / sculptures

gravura / printmaking

desenhos / drawings

pinturas / paintings

costura / sewing

trânsito / traffic


Traffic, 2022
Video
Stop-motion animation
1'09''


Trânsito, 2022
Vídeo
Animação stop-motion
1'09''

pontos na memória /
points of memory


Pontos na Memória, 2020
Vídeo
Fotografias analógica modificadas digitalmente
26”

O vídeo consiste em uma sequência de 44 fotografias de diversas pessoas, tiradas entre as décadas de 50 e 70, com um pequeno círculo no centro da tela no nariz das figuras centrais da imagem, com os rostos se tornando gradativamente mais próximos, nos últimos segundos, o rosto cobrindo totalmente a tela.
O nome Pontos na Memória se refere aos momentos que foram registrados e, por terem sido imortalizados fisicamente, mesmo que não possam mais ser lembrados pelas pessoas presentes, jamais deixarão de existir.
Roland Barthes, em “A câmara clara”, escreve sobre a fotografia como algo inclassificável por não ter uma razão para acontecer, “de todos os objetos do mundo: por que escolher (fotografar) tal objeto, tal instante, em vez de tal outro?” e fala desse processo como a reprodução ao infinito de algo que só ocorreu uma vez e nunca se repetirá. De certa forma, a razão de escolher registrar um momento pode ser simplesmente o que o sujeito com a câmera deseja eternizar. Desse modo, a sequência de imagens de Pontos na Memória é, essencialmente, uma série de momentos escolhidos a serem eternizados.
A ideia de ponto de fuga nas artes visuais é o momento de convergência das linhas de perspectiva de uma imagem e, inconscientemente, a primeira região que atrai o olhar do espectador. Pontos na Memória apresenta retratos recortados e apesar de não haver uma modificação nas linhas de perspectiva, a mudança da composição da imagem e a existência de um pequeno círculo no centro de todas as fotos força o foco inicial a ser no rosto central. Porém, por haver um curto espaço de tempo de cada fotografia, a atenção do espectador é limitada, com o primeiro ponto visto ser o único ponto a ser olhado diretamente, com o resto da tela sendo apenas absorvido por meio da visão periférica. O foco em apenas uma pessoa de certa forma também incentiva o espectador a vê-la como não apenas um elemento ou uma figura em um retrato, mas como uma pessoa, mesmo sem conhecê-la.
Além disso, há uma mudança na narrativa da foto ao alterar o foco original dela para um só indivíduo, e se distanciando, em vezes, da circunstância que causou o desejo de eternizar o momento e mudando o contexto da foto como um todo.
Desse modo, o vídeo traz ao espectador a ideia da fotografia como um momento eternizado, apesar do recorte da imagem causar uma mudança no foco e composição da original. O ponto no centro da imagem também altera sua interpretação, incentivando a visão do sujeito colocado no centro da tela como um indivíduo que teve um momento de sua vida registrado e não apenas como um elemento em uma foto.

Points in Memory, 2020
Video
Digitally modified photographs
26"

The video consists of a sequence of 44 photographs of various people, taken between the 1950s and 1970s, with a small circle in the center of the screen on the noses of the central figures in the image, with the faces gradually becoming closer, ultimately covering the screen completely.
The name Points in Memory refers to the moments that have been captured and, because they have been physically immortalized, even if they can no longer be remembered by the people in the picture, they will never cease to exist.
Roland Barthes, in "The Camera Lucida", writes about photography as something unclassifiable for not having a reason to happen, "of all the objects in the world: why choose (why photograph) this object, this moment, rather than some other?" and writes about this process as the reproduction to infinity something that has only happened once and will never be repeated. In a sense, the reason for choosing to register a moment may simply be what the subject with the camera wishes to eternalize. Therefore, the sequence of images in Points in Memory is essentially a series of moments chosen to be eternalized.
The idea of vanishing point in the visual arts is the point of convergence of the perspective lines of an image and, unconsciously, the first area that attracts the viewer's gaze. Points in Memory presents cropped portraits and although there is no change in the perspective lines, the change in the composition of the image and the existence of a small circle in the center of all the photos forces the initial focus to be on the face in the center. However, because there is a short time span to each photograph, the viewer's attention is limited, with the first spot seen being the only point that's going to be looked at directly, with the rest of the screen only being absorbed through peripheral vision. The focus on just one person in a way also encourages the viewer to see them as not just an element or a figure in a portrait, but as a person, even while not knowing them.
Furthermore, there is a shift in the narrative of the photo by changing the original focus of the photo to one individual, and at times distancing itself from the circumstance that caused the desire to eternalize the moment and changing the context of the photo as a whole.
Thus, the video brings the viewer the idea of the photograph as an eternalized moment, even though the cropping of the image causes a change in the focus and composition of the original. The point in the center of the image also changes its interpretation, encouraging the viewer to see the subject placed in the center of the screen as an individual who had a moment of his life recorded and not just as an element in a photo.

lugares / places

Lugares, 2020
Fotografias analógicas modificadas digitalmente

Lugares aborda a interpretação da fotografia como um instrumento de registro de um momento e do ambiente, para além do indivíduo retratado. Neste projeto, com as figuras humanas quase completamente apagadas, o espectador é levado a ver o ambiente em volta das figuras humanas como o foco central da imagem.
O projeto possui uma conexão com o projeto Pontos na Memória que trabalha com os indivíduos retratados em fotografias, e Lugares, por sua vez, trabalha com o ambiente e os elementos em volta de tais pessoas retratadas.

Places, 2020
Analog photographs digitally modified

Places approaches the interpretation of photography as a tool for recording a moment and its surroundings, beyond the individual being portrayed. In this project, as the human figures are almost completely erased, the viewer is led to perceive the environment around the human figures as the central focus of the image.
The project has a connection with the project Points in Memory that works with the individuals being portrayed in photographs, and Places, in contrast, works with the environment and the elements around such portrayed people.

memórias abandonadas /
abandoned memories

Memórias Abandonadas, 2021-
Livro de artista
Álbum de fotografia, fotografias analógicas, cartolina, adesivos de papel, lápis
33 x 27 x 6 cm

Memórias abandonadas recontextualiza fotografias perdidas, esquecidas em um álbum de fotos. As fotos foram compradas em feiras de antiguidades sendo, portanto, fotografias abandonadas pelos seus donos originais. O projeto e o título Memórias Abandonadas são baseados no conceito de fotografia do autor Roland Barthes em “A Câmara Clara”, que vê a fotografia como um processo de imortalizar memórias e momentos. Assim, essas memórias, apesar de terem passado por um processo de eternização e valorização através da fotografia, foram abandonadas e esquecidas ao passar das décadas. Há, portanto, uma descontextualização das condições originais das fotos, provavelmente inicialmente juntas de diversas outras fotos com as mesmas pessoas ou mesma família, para finalmente uma recontextualização, ao serem colocadas em um novo “álbum de família”. A escolha de transcrever o que foi escrito à mão, como datas, assinaturas e cartas, acrescenta à valorização pelo projeto do que foi esquecido, nesse caso, as palavras, nomes e sentimentos. Desse modo, a junção das fotos em um mesmo álbum e a organização semelhante aos álbuns de foto de família da época em que as fotos foram tiradas são uma tentativa de uma volta ao tempo em que as memórias das fotos eram valorizadas.

Abandoned Memories, 2021-
Artist's book
Photo album, analog photographs, cardstock, paper stickers, pencil
33 x 27 x 6 cm

Abandoned Memories recontextualizes lost and forgotten photographs into a photo album. The photos were bought at flea markets, therefore being photographs abandoned by their original owners. The project and the title Abandoned Memories are based on Roland Barthes' concept of photography in "Camera Lucida", which sees photography as a process of immortalizing memories and moments. Thus, these memories, despite having gone through a process of eternalization and valorization through photography, have been abandoned and forgotten over the decades. Therefore, there is a decontextualization of the original conditions of the photos, probably initially together with several other photos with the same people or the same family, to finally be re-contextualized by being placed in a new "family photo album". The decision to transcribe what was handwritten, from dates, signatures to letters, adds to the project's appreciation of what was forgotten, in this case, the words, names and feelings. In this sense, the gathering of photos in a single album and the organization similar to the family photo albums of the time when the photos were taken is an attempt to return to a time when the memories of those photographs were cherished.

inventário / inventory

Inventário, 2021
Objeto
Caderno feito à mão, nankin
4,5 x 1,5 x 4 cm

Inventário é um projeto que consiste de um caderno feito à mão de cerca de 178 folhas com ilustrações de um objeto em cada uma. Os desenhos consistem de bonecos, câmeras, livros, entre outros objetos guardados ao longo da vida do artista. O projeto explora a importância e o sentimentalismo relacionado à objetos.

Inventory, 2021
Object
Handmade notebook, ink
4,5 x 1,5 x 4 cm

Inventory is a project thats consists of a handmade notebook of about 120 sheets with illustrations of an object on each one. The drawings consist of toys, cameras, books, among other objects kept throughout the artist's life. The project explores the importance and sentimentality related to objects.

não existe lugar como meu quarto /
there's no place like my room

Não Existe Lugar Como Meu Quarto, 2021
Desenho digital

Não existe lugar como meu quarto é um desenho feito digitalmente que trabalha com a ideia do seu quarto ser um lugar calmo e seguro para estar e existir. O título, baseado na música “I Know The End” de Phoebe Bridgers, “Três cliques e estou em casa / Quando voltar, me deitarei por aí / E eu vou levantar-me e deitar-me / Romantizar a vida silenciosa / Não existe lugar como o meu quarto”. A ideia de uma visão positiva sobre passar a maior parte do seu tempo em um quarto só, ao invés de haver uma sensação de enclausuramento, e sim de conforto. Há uma ligação com o projeto Inventário no conceito de valorização do ambiente familiar.

There's no place like my room, 2021
Digital drawing

There's No Place Like My Room is a digitally made drawing that works with the idea of your room being a quiet, safe place to be and exist. The title, based on the song I Know The End by Phoebe Bridgers, “Three clicks and I'm home / When I get back I'll lay around / And I'll get up and lay back down / Romanticize the quiet life / There's no place like my room” The idea of a positive view on spending most of your time in a single room, as opposed to there being a sense of enclosure, but rather of comfort. There is a connection with the Inventory project on the concept of valuing the familiar environment.

estudo de cena de filme /
movie scene study

estudos de cenas de filme de Jogos Mortais (2004)
movie scene study from Saw (2004)

distância / distance


Distância, 2020
Vídeo
4'36''

Vídeo composto por diversos planos filmados em filmadora estilo camcorder. Distância explora a visualidade de elementos dicotômicos, como luz/sombra, movimento/estático, foco/desfoque, dentro/fora. Os planos retratam cenários cotidianos, como o andar de um trem, carros, o lado de fora de uma janela, porém dando atenção ao movimento e à beleza das coisas. O vídeo não faz uso de sobreposições na montagem, e sim cria uma narrativa através da disposição de dois planos seguidos ou intercalados. O som do vídeo, diversas faixas de som sobrepostas a fim de criar um som ambiente familiar de conversas indiscerníveis entre si, sons de trânsito, etc.O conceito do filme surge a partir do entendimento do registro de momentos –na fotografia ou no vídeo– como a imortalização da memória. Porém, no lugar de autor dos registros, existe a necessidade de se retirar do cenário para registrá-lo, sempre se colocando no lugar de passividade, de observador, assim, sendo o ato do registro um ato de voyeurismo.


Distance, 2020
Video
4'36''

memórias nubladas / hazy memories

Memórias Nubladas, 2022
Desenho
Desenho com caneta uni-ball em papel
6 folhas de papel 21 x 29,7 cm
Memórias Nubladas consiste de uma série de 6 desenhos cegos que tiveram como referência fotos tiradas de ou pelo artista, relacionando o conceito de fotografia e memória com o ato do desenho cego. A série explora o traço imperfeito e sobreposto do desenho cego com a lembrança de memórias através de fotografias.


Hazy Memories, 2022
Drawing
Uni-ball pen drawing on paper
6 sheets of paper 21 x 29,7 cm
Hazy Memories consists of a series of 6 blind contour drawings that had as reference photographs taken of or by the artist, relating the concept of photography and memory to the exercice of blind contour drawing. The series explores the imperfect and overlapping trace of blind contour drawing with the recollection of memories through photographs.

entropia / entropy

Entropia, 2022
Livro de artista
Gravura em borracha
21 x 14,8 cm

O trabalho consiste em um livro de 40 páginas repletas de impressões feitas a partir de matrizes de borracha e porcelana fria. As impressões foram feitas em papel tamanho A4 e, posteriormente, cortadas ao meio e dobradas novamente ao meio a fim de serem dispostas no formato de livro A6. Por isso, as impressões apresentam cortes que continuam em outra página, provocando uma sensação de uma linha a ser seguida. A disposição caótica e aleatória das imagens também despertam um desejo de uma tentativa de compreensão ou idealização de sentido maior dentro do conjunto de imagens, além de poder ser criada uma espécie narrativa ou não, tudo dependendo da visão do interlocutor.


Entropy, 2022
Artist's book
Block print
21 x 14,8 cm

toque / touch

Toque, 2022
Livro de artista
Fotografias analógicas modificadas digitalmente

Livro de artista composto de fotografias compradas em feiras de antiguidades, explora o conceito de Roland Barthes em “Câmara Clara” da fotografia como o registro de uma memória de momentos que jamais poderão ser repetidos: “Em primeiro lugar, encontrei o seguinte. O que é Fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente nunca mais poderá repetir existencialmente". O trabalho conta com recortes de fotos, destacando suas mãos. A mão que toca assim mesmo ou outro, é um sinal de vida e de humanidade: "Like any unloved thing, I don’t know if I’m real when I’m not being touched" (Natalie Wee).


Touch, 2022
Artist's book
Analog photographs digitally modified

nina

Nina, 2022
Zine
Caneta nankin s/ papel vegetal

Composto por um livro feito de papel vegetal, com um desenho de um cachorro em cada uma das páginas. Fechado, os desenhos são sobrepostas pela transparência parcial do papel vegetal. Os desenhos do cachorro, produzidos com a técnica de desenho cego com traços fluidos que transmitem uma ideia de movimento. Com o passar as páginas, são criados dois novos desenhos. O projeto explora movimento dos traços e relação de transparência opacidade e sobreposição de linhas.


Nina, 2022
Zine
Nankin pen on tracing paper

sete cabeças / seven heads



Sete Cabeças, 2023
Barbante e cerâmica
Dimensões variáveis
Sete cabeças consiste em um conjunto de elementos com diferentes materialidades que juntos tornam-se uma criatura unificada. Essa criatura, feita de lã e cerâmica, enrola-se em si própria e estica-se no ar, flutuando e caindo, com olhos em cada extremidade, observando seu arredor.


Seven Heads, 2023
Crochet and ceramic
Variable dimensions

neblina / fog



Neblina, 2022
Papel
Gravura em metal
Conjunto de 20 papéis de 21 x 14,8 cm

O trabalho consiste em 20 impressões de gravuras em metal, produzidas a partir de 2 matrizes diferentes, que, dispostas em uma linha reta, retratam uma imagem de um cachorro sentado. A primeira matriz em metal foi produzida tendo como referência uma fotografia do cachorro falecido do artista, enquanto a segunda foi feita com a primeira matriz como referência, causando uma certa degradação da imagem original. As impressões, que começam claras e distinguíveis no lado esquerdo, gradativamente apagam-se. Nas últimas impressões, apenas sobrevive um vestígio de algo que já existiu, como um fantasma. Existe, assim, uma relação da fotografia e da memória, questionando o que conseguimos manter nas nossas lembranças e por quanto tempo, antes delas se apagarem completamente. A disposição lembra um negativo de vídeo, ou seja, funciona quase como frames de um vídeo, que se ordenado da esquerda para a direita, mostraria a imagem do cachorro se dissipando até sobrar apenas o papel vazio.


Fog, 2022
Paper
Metal Engraving
Set of 20 papers, 21 x 14.8 cm

então vou assoprar, assoprar e assoprar / then I'll huff and I'll puff



Então vou assoprar, assoprar e assoprar, 2023
Crochê e serigrafia
Barbante, tinta e madeira
30 x 30 x 30 cm
O trabalho Então eu vou assoprar, assoprar e assoprar é uma estrutura em formato de um cubo que tem toda sua superfície revestida de barbante crochetado. Imagens da história dos três porquinhos são impressas na superfície do cubo: no lado de cima, a cabeça do lobo mau assiste os três porquinhos correndo nos quatro lados da lateral do cubo. A repetição das imagens da lateral cria um movimento circular dentro da história, representando personagens que não conseguem fugir da narrativa. A estrutura do objeto é uma referência às casas criadas pelos personagens da história, explorando a materialidade do barbante e relacionando às casas de palha, madeira e tijolos do conto. As imagens nas quatro superfícies laterais do cubo incentivam o espectador a caminhar em volta do objeto, simulando o movimento dos personagens.


Then I'll huff and I'll puff, 2023
Crochet and silkscreen
Thread, ink and wood
30 x 30 x 30 cm

era uma vez / once upon a time


Era uma vez, 2023
Crochê e serigrafia
Barbante e tinta
20 x 13 x 3 cm
Era uma vez é um livro feito de barbante crochetado, que cria uma materialidade e objetificação diferenciada dos livros de papéis, pela espessura da página, e por sua textura, que cria ruídos na impressão da imagem. O formato do livro faz uma ligação com a forma de contar a história dos três porquinhos, mas dessa vez sem a escrita e sem a narrativa linear, apenas com as iconografias reconhecíveis da conhecida história infantil. Imagens recortadas pela organização do livro e moduladas pela textura do barbante criam uma nova interpretação e uma nova narrativa do conto.


Once upon a time, 2023
Crochet and silkscreen
Thread and ink
20 x 13 x 3 cm

quase / barely

Quase, 2023
Cerâmica e cimento
Dimensões variáveis
Quase consiste em uma figura de um cachorro deitada em uma base de cimento. A base rachada no centro parte o corpo do animal junto. O corte não consegue se unir novamente e voltar a ser uma unidade, expondo o interior dos dois corpos -- do animal e da base.


Barely, 2023
Ceramic and cement
Variable dimensions

fantasmas, 2023


Fantasmas, 2023
Vídeo digital
1'45"


Ghosts, 2023
Digital Video
1'45"

sem título, 2023

Sem título, 2023
Barbante e arame
18x19x25 cm
Feito a partir de barbante crochetado, a linha do barbante, enrolada em si própria de forma desordenada, cria formas inesperadas. O objeto é sustentado por um arame circular, que cria uma forma contínua. Os fios são dispostos de formas dicotômicas: preenchimento/vazio, contraído/solto, simétrico/assimétrico.


Untitled, 2023
Twine and wire
18x19x25 cm

série órgão, 2023

Série Órgão, 2023
Cetim e linha
Dimensões variáveis
A partir de peças de cetim costuradas de forma livre e aleatória, exploro as curvas, vales e saliências que são criadas a partir da união do tecido. O cetim apresenta uma materialidade delicada, criando formas com a luz, principalmente nas arestas e no contato com as mãos, com os pontos de pressão que criam novas formas. A série de trabalhos é feita a partir da repetição do gesto, que naturalmente cria novas formas.


Series Organ, 2023
Satin and thread
Variable dimensions

bicho, 2023

Bicho, 2023
Fios de lã, barbante e pelúcia
17x220 cm
Tapeçaria feito com fios de lã, barbante e pelúcia. Trabalho com diferentes formas do objeto ser visto, pendurado, enrolado em si mesmo e enrolado em outros objetos, como na exposição planta, onde é preso no tronco de uma àrvore.


Creature, 2023
Wool yarn, twine and fluff yarn
17x220 cm

passado, 2023

Série Passado, 2023
Argila, tinta PVA
Dimensões variáveis
A série envolve a criação de figuras de argila com impressões explícitas de movimentos de mãos e dedos. “Explícitas” no sentido de o objetivo é que observador consiga reconhecer os movimentos do gesto que percorreu o material, criando uma relação do artista com o espectador.


Series Past, 2023
Clay, paint
Variable dimensions

corte, 2024

Corte, 2024
Papel machê e barbante
83 x 83cm


Cut, 2024
Papier mache and string
83 x 83 cm

exposições

Olha Geral 2022

Curadoria: Aldo Victorio, Alexandre Sá, Analu Cunha, Ana Tereza Prado Lopes, Mariana Pimentel, Marisa Flórido
Galeria Cândido Portinari

A exposição Olha Geral é uma exposição anual que reúne diversos artistas estudantes do Instituto de Artes da UERJ. A exposição é um incentivo aos estudantes, ao criar um espaço para divulgar a sua produção artística dentro da própria instituição à qual ele pertence.Participei da edição de 2022 expondo meu trabalho Inventário, um trabalho que, dentro do espaço expositivo, explora a relação da escala do trabalho, que exige o interlocutor de levar-se o mais perto da obra possível e de segurá-lo na palma da mão.

vamos pensando aqui (2022)

Curadoria: Cristina Salgado, Malu Fatorelli e Regina de Paula
Espaço xow.rumi

Vamos Pensando Aqui foi uma exposição de vídeo, com projetos audiovisuais projetados nas paredes do espaço xow.rumi.Participei dessa exposição com os trabalhos Distância e Pontos na Memória. Ambos trabalhos exploram a ideia do registro de memórias, porém divergem em sua técnica. Pontos na Memória investiga a fotografia e a individualidade -foco no rosto de cada um que é fotografado- de fotografias cotidianas. Distância funciona ainda na questão cotidiana e -à princípio- banal, porém o vídeo possui uma individualidade implícita, com o foco do filme sendo as ações e os lugares.

tiragem única (2023)

Mediação: Inês de Araújo, Marcelo Lins, Ana Tereza Prado
Laboratório de Gravura Coart UERJ

Tiragem Única foi uma exposição dos estudantes que participaram do projeto de extensão de gravura com a professora Inês de Araújo durante 2022. A exposição aconteceu no próprio laboratório de gravura no qual acontece a produção.Na exposição, meus trabalhos Neblina e Entropia foram expostos. Ambos trabalhando com a disposição de formas no papel, Entropia trabalha com carimbos dispostos e sobrepostos de forma caótica em papeis que são recortados e dobrados, tornando-se livro e perdendo qualquer continuidade e sentido que existia anteriormente, porém criando novos a partir de sua nova disposição.Neblina, composto por gravuras em metal, é uma disposição simples que se desdobra no espaço através de 20 folhas, enquanto sua forma vai desaparecendo até o momento que tudo o que sobra é o próprio papel e uma leve sombra da imagem que existia. Enquanto Entropia funciona como no formato de livro -mesmo sem narrativa linear-, Neblina funciona quase como uma disposição de um negativo de vídeo, frames organizados um ao lado do outro, que juntos tornam-se uma imagem em movimento contínuo.

Durante a exposição, foi realizada uma conversa entre os visitantes e os artistas, expondo um pouco sobre sua pesquisa, produção e sobre o processo dos trabalhos expostos.

Durante a exposição, foram vendidos envelopes que continham gravuras de tamanho 10x14cm. Cada participante produziu 8 gravuras para serem vendidos de forma sortida dentro dos envelopes, cada um com 4 impressões.

passagem

Curadoria: Dani de Freitas e Sema
Galeria Passagem (UERJ)

A exposição Passagem, que busca dar visibilidade e protagonismo a artistas trans e travestis. O trabalho Neblina, um trabalho que explora a relação da memória e o desaparecimento da imagem na memória, tem uma relação com a experiência trans, uma vez que esta conta com o desaparecimento e a morte de certas imagens e elementos do seu passado, que se esgotam ao longo da transição de forma gradual e muitas vezes apenas perceptíveis quando já não estão mais lá. Nas últimas páginas da série, percebe-se apenas um vestígio de algo que já existiu, como algo que, nesse momento, só é reconhecido pela de sua ausência

habite-se (2023)

Curadoria: Cristina Salgado, Inês de Araujo, Malu Fatorelli, Regina de Paula
Casa da Escada Colorida
A exposição Habite-se reuniu os bolsistas do projeto PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) e suas obras na Casa da Escada Colorida. Representando a minha pesquisa, participei da exposição com os trabalhos Então eu vou assoprar, assoprar e assoprar, Era uma vez e Sete Cabeças.
Os trabalhos Então eu vou assoprar, assoprar e assoprar e Era uma vez, da série Fio que narra, possuem o elemento de participação do público, uma vez que o livro requer uma pessoa que o folheie e o cubo é uma obra ativada a partir do ato de circundar o objeto e simular o movimento das figuras dos animais correndo nas laterais do objeto.

.

olha geral 2023

Curadoria: Renata Gesomino, Ricardo Tamm, Tamara Quirico
Galeria Cândido Portinari (UERJ)
A exposição Olha Geral é uma exposição anual que reúne diversos artistas estudantes do Instituto de Artes da UERJ. A exposição é um incentivo aos estudantes, ao criar um espaço para divulgar a sua produção artística dentro da própria instituição à qual ele pertence.Participo da edição de 2023 com meu trabalho Então eu vou assoprar, assoprar e assoprar, um cubo revestido por barbante crochetado que se encontra no chão. Imagens serigrafadas nas quatro superfícies laterais do cubo incentivam o espectador a caminhar em volta do objeto, simulando o movimento da imagem – os três porquinhos correndo do lobo.

pela margem, lá na borda

Curadoria: Analu Cunha e Imagens em Descompasso
Centro Municipal Arte Hélio Oiticica

Mostra de vídeoarte que reuniu trabalhos produzidos durante o semestre na disciplina de Vídeo IART UERJ, lecionado por Analu Cunha. Participei da mostra com meu trabalho Fantasmas, dentro da proposta de explorar videoperformance e o papel do som na videoarte.

planta 14ª edição

Organização: Lucas Casemiro & Fê Lima
Intervenção artística na Praça Emilinha Borba

planta 15ª edição

Organização: Lucas Casemiro & Fê Lima
Intervenção artística na Praça Emilinha Borba

Trabalho exposto: Bicho

tiragem única 2ª edição

Curadoria: Inês de Araújo
Galeria da Passagem, COART UERJ

Mostrar ao Sol a beleza dos dias

Curadoria: Kassia Meireles
Solar Mariano

Bicho, 2024, Série Órgãos, 2024, Corte, 2024